quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Assim me vejo

"Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.

Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.

Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. Estando embora vivos, somos a toda hora entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal. Assim em nós opera a morte, e em vós a vida.

Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: Eu cri, por isto falei, também nós cremos, e por isso falamos. Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco.

E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus. É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia.

A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas. "

2 Coríntios 4:7-18


"Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias,nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera,pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas,através da honra e da desonra, da boa e da má fama.

Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos! "

2 Coríntios 6:4-10


A Deus Somente A Glória,
Ricardo A. da Silva

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Porque não há dois evangelhos

Segue.

Ricardo Agreste - 22/10/2011 - Porque não há dois evangelhos from Ariovaldo Ramos on Vimeo.



A Deus Somente A Glória,
Ricardo A. da Silva

Antes de ser grande, é preciso ser pequeno

Na ultima década tive o privilégio de conhecer centenas de trabalhos com jovens por esse Brasil. Encontrei líderes dedicados e jovens comprometidos, mas também ouvi muitas reclamações de grupos que não conseguiam “engrenar” um ministério com juventude forte e relevante na igreja.

Quando passava o fim de semana com eles percebia que, aparentemente, o problema, na maioria das vezes, era simples, um problema de identidade.

Todos eles queriam ser um grupo de jovens relevante, forte e grande, mas não percebiam a coisa mais básica do crescimento: para ser grande, é preciso ser pequeno antes.

Nada pior para um ministério, ou uma reunião de jovens, agir como grande sendo pequeno.

Estes dias vi um novo modelo de “moto”, ela tem todo o formato de moto, mas com 2 rodas na frente. Logo pensei, este veículo de 3 rodas, mesmo sendo muito bonito, conseguiu juntar o “pior” dos dois mundos, a insegurança e a desproteção da moto, com a falta de mobilidade do carro. Em um dia chuvoso ou engarrafado o dono dessa “moto” vai pensar: por que eu não comprei um carro ou uma moto?

Se pensarmos como grandes, sendo pequenos, conseguiremos juntar o pior dos dois mundos e emperraremos o potencial do ministério e dos jovens.

Um dos erros mais comuns dos ministérios com jovens é se reunir no salão (templo) principal da igreja. Os jovens estão todos lá, mas parece que não estão.

Por exemplo: 30 jovens em um salão onde cabem 200 eles “somem”. Por natureza eles já não sentam juntos e também costumam sentar bem atrás. Com isso a reunião fica fria e impessoal, dando a sensação de que ninguém veio.

Aproveite que vocês “ainda” são pequenos e vão para uma sala ou uma casa, sentem em roda, coloquem menos cadeiras do que o número de pessoas que vocês estão esperando. Assim, quando alguém chegar atrasado, todos abrem a roda para colocar mais uma cadeira, criando o sentimento de assimilação e crescimento.

Muitos líderes não fazem isso por preguiça, pois o palco do salão já esta pronto com os instrumentos e tudo mais. Mas vale a pena o trabalho, sem contar com a “liberdade” de fazer um culto contemporâneo, coisa que às vezes não é permitido por estarem no “templo” da igreja.

Conheci uma igreja nos EUA que se reunia em uma escola diferente todo fim de semana, todo sábado eles passavam 4 horas montando tudo e no domingo mais 3 horas desmontando. Conversando com o pastor sobre o trabalho que dava para fazer isso, vi que valia apena tudo, pois não tinham despesas com templo próprio, conseguiram levar a igreja até os jovens, nas suas escolas e, além disso, geravam a consciência de que o trabalho para Deus não podia ter preguiça, tinha que ser com excelência.

Outra vantagem é no formato e na liturgia. Quantas vezes vi um culto de jovens começar com mais gente tocando no louvor do que nas cadeiras para louvar. Pra que tantos instrumentos? Pra que tanta gente no palco? Pra que palco?

Se quem vai conduzir o louvor sentar na roda juntamente com todos, tiver um ou dois violões e quem sabe um cajón, todos vão se sentir parte do grupo que está louvando ao Senhor, as vozes vão se destacar, e o propósito de cantar em comunidade para Deus será enfatizado.

E o melhor de tudo, da para fazer grupos de 3 a 5 pessoas para orar uns pelos outros, discutir os assuntos, ouvir a opinião desses pequenos grupos, fazer dinâmicas para assimilar melhor o que foi pregado, etc.

Essas são algumas dicas de como humanizar (no melhor sentido da palavra) e focar mais o seu grupo de jovens. Tenho experimentado isso na minha igreja e tem feito a diferença.

Mas para acabar quero dar uma notícia boa e ruim:

A noticia boa é que se você desfrutar das coisas boas de ser um grupo pequeno você vai fortalecer o grupo de jovens e vai crescer, mas a noticia ruim é que logo você vai ter que repensar tudo de novo, porque você vai deixar de ser pequeno.


Marcos Botelho

Ter fé é também correr riscos

O que é fé, senão uma aposta? Para aquilo se tem certeza a fé não é necessária. Fé é para aquilo que não se vê, que não se pode tanger, pode-se tão somente esperar. Ter fé é arriscar-se. Acreditar num futuro diferente e melhor é ter fé. Por isso que em Deus temos fé. Não o vemos, não o tocamos, mas cremos. É uma aposta que fazemos.

Isso acontece também nos relacionamentos. O casamento, por exemplo, é uma aposta. Não há certeza que vai dar certo, não se consegue prever o futuro. Mas quem se casa, o faz apostando que vai dar certo.

Em tudo na vida é assim. Por mais planejamento que se tenha, por mais que se tenha calculado todas as probabilidades, há sempre uma dose de imprevisão.

Quem não quer correr riscos não pode empreender coisa alguma, nem se relacionar com ninguém, porque relacionar-se é correr riscos, inclusive de se decepcionar muito e gravemente. Mas se não arriscar como saber?

Se não quer correr o risco de se decepcionar com pessoas, nunca se envolva, não faça amigos, se isole completamente, assim você não corre o risco de se machucar e também não machucará ninguém. Mas isso não é vida. É preciso arriscar-se.

Se você só vai participar de uma igreja quando encontrar uma em que as pessoas sejam perfeitas, cheias de fé, plenas de amor, retas em justiça, prontas para o céu, então se isole, fique só em sua casa, nunca entre em uma igreja. Mas se você aceita se arriscar para caminhar ao lado de gente capenga, falha, finita, pecadora, com todos os vícios e todas as virtudes que qualquer ser humano tem, então arrisque-se, envolva-se, comprometa-se com uma comunidade de fé.

Se você acha que o mundo não tem jeito, que nada nunca vai mudar, que os injustos sempre vão se dar bem e que os bons sempre vão sofrer, que não há nada que você possa fazer para alterar o mundo em sua volta para melhor, então não faça nada, fique olhando as coisas acontecerem e seja absorvido pelo seu cinismo. Mas se acredita que alguma coisa pode ser diferente e que você pode colaborar para isso; se você aposta que alguma coisa pode ser alterada se você deixar o imobilismo e o comodismo, então arrisque-se. Dê um salto de fé.

Se você acha que a vida é uma droga. Se não consegue ver nada de belo na vida, se não é agradecido por nada, então tem mesmo que ficar sentado num “trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”, como já cantou Raul Seixas. Mas você pode se arriscar e fazer algo.

Se você acha que as palavras de Jesus são uma balela e que a proposta de amor ao próximo como lei maior não vale nada e não muda nada, então tudo bem, continue como está, vivendo uma religiosidade fria, sem vida e irrelevante. Se você vê a Deus como um Papai Noel bíblico que está pronto a dar a você os brinquedinhos que você tanto pede, se sua relação com o sagrado é infantil e baseada na troca, então continue se infantilizando.

Mas se você vê algo de transformador na mensagem de Cristo, algo revolucionário na proposta dos Evangelhos, então arrisque-se e comece a agir de modo a alterar para melhor o atual estado de coisas. Isso é fé.


Márcio Rosa da Silva

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Recomendo

Segue o vídeo do Paul Freston falando sobre o desafio da formação de novos lideres na igreja Cristã do brasil.

Paul Freston - 20-08-2011 from Ariovaldo Ramos on Vimeo.


A Deus Somente A Glória,
Ricardo A. da Silva


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