segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

De Todas as Tribos, Povos e Raças


“Aclamem a Deus, povos de toda a terra!” Salmo 66.1

Esta semana tive a oportunidade de, mais uma vez, vivenciar algo que sempre me toca: a percepção da grandiosidade do amor de Deus, que se expressa nas mais diversas culturas, povos e nações.

Na última sexta-feira, fiquei algumas horas conversando com duas simpáticas seminaristas norte-americanas que são intercambistas na universidade em que estudo. E, no último domingo, minha igreja recebeu a visita de dois pastores bolivianos que estão fazendo um curso na cidade de São Paulo. Nestas duas oportunidades, o mesmo pensamento veio ao meu coração: meu Deus, como o Senhor é grande; como o seu amor não tem fronteiras!

Não sei se você já parou pra pensar nisso mas, neste momento, ao redor do mundo, milhões, talvez bilhões de pessoas, estão adorando a Deus enquanto você lê este texto. Quantas pessoas estão orando, lendo a Bíblia, ajudando seu próximo, cultuando... Isso me lembra uma antiga música do Guilherme Kerr, que eu convido você a ouvir, caso possa, enquanto continua a leitura dessa reflexão: De Todas as Tribos.

Esta canção é um convite à adoração e nos lembra que em todas as tribos, povos e raças existem pessoas que buscam a Deus e são nossos irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Nosso livro sagrado, a Bíblia, foi originalmente escrito apenas em três línguas: hebraico, aramaico e grego. Porém, nos dias atuais, eu nem me arrisco a contar quantas línguas são usadas para cultuar a Deus. Isso é manifestação, aos meus olhos, da grandiosidade da benevolência divina que se alegra em se manifestar às mais diversas culturas da Terra.

Frente a tão maravilhosa manifestação da graça, que atravessa toda e qualquer barreira étnica e social, respondo e chamo você a responder ao convite que esta música nos faz, em sua última estrofe:


"E a nós só nos cabe tudo dedicar
Oferta suave ao Senhor
Dons e talentos queremos consagrar
E a vida no Teu altar pra Teu louvor."


Quero ser um missionário em minha terra, ou em qualquer terra; que Deus me chamar a contribuir na missão que Ele mesmo tem feito. Quero ser parceiro de Deus em Seu propósito de salvar o mundo. Quero participar da Missio Dei. Quero consagrar meus dons, talentos, tempo e juventude para que Seu Santo Nome seja glorificado em todos os continentes. Talvez não seja Seu propósito me levar para muito longe de onde nasci, mas, mesmo não podendo ir a todos os povos, posso orar por todos eles, pedindo que nunca lhes falte pessoas com coragem, dedicação e amor para levarem até eles, através de vidas consagradas, o evangelho.

Hoje ainda não posso ver a concretização das palavras do apóstolo Paulo aos filipenses: “ao nome de Jesus se dobrará todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fl 2.10,11), mas, a cada momento em que tenho a oportunidade de cultuar a Deus, compartilhar a fé e um pouco da vida com pessoas de outros lugares do mundo, lembro-me de que, um dia, todos ainda conhecerão a Jesus.

Até a próxima, na alegria e confiança de que Cristo Jesus está sempre aqui!

Lucas Ribeiro

LUCAS ANDRADE RIBEIRO

Nasci e cresci em Ipatinga/MG. Fiz filosofia na Unicamp; e, hoje, sou seminarista na FaTeo, mestrando em Ciências da Religião e atuo na Metodista do Ipiranga.





                                        JuveMetodista BLOG

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz olhar novo


O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.
O próximo ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim…
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular… ou…
Pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser.
E que seja!!!Feliz olhar novo!!!


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 30 de dezembro de 2012

Oxente Tiago

A epistola de Tiago
Não foi Paulo que escreveu
Mas se sabe de certeza
Que as palavras Deus lhe deu

Foi Tiago que falou
Pra ser feliz na aflição
Se a fé não recuou
É a perseverança meu irmão

Tem coisa que eu quero
Mas Deus num vai me dá
Por que além de não orar sincero
A minha intenção é má

A lingua é bicho ruim
Ela tu tem que controlar
Se não fizer assim
Besta, tu está a te enganar

Discriminação entre os irmãos
Isso não deve acontecer
Do barraco ou da mansão
Igualdade que Jesus que vê

O lance da unidade
O inimigo quer combater
Mas se sujeitar a Deus de verdade
Põe o diabo para correr

Se a luta é grande
Irmão, não vá desanimar
A promessa foi feita
Jesus logo vai voltar

Ajude o irmãozinho
Se da verdade desviou
Não deixe ele sozinho
Ame-o como Jesus amou

Andar com fé eu vou
Do jeitim que Jesus fez
Se você não empolgou
Leia Tiago outra vez

Obra é coisa boa
Com a fé deve andar
Se Jesus salva a pessoa
Ela tem que frutificar

Oxente Tiago
Agora eu consigo vê
Evangelho de verdade
É fé que pensa, razão que crê


Valdson Costa Almeida

domingo, 23 de dezembro de 2012

O futuro é uma criança



Mais um Natal se aproxima, a tradicional recordação do nascimento do menino Jesus, Deus encarnado em um ser infante. História de milagre, de humildade, de pobreza e de esperança. Talvez estejamos muito longe de considerar todos estes aspectos simbólicos trazidos com a celebração do Natal. Em grande parte, provavelmente, devido à secularização e mercantilização não apenas desta data, como também de outros feriados religiosos, como a Páscoa.

Mas para mim o Natal sempre traz a lembrança do Advento: tempo de reflexão, arrependimento e nutrição da esperança. Resgata à mente a importância de meus queridos, amigos e, especialmente, familiares, com os quais já não compartilho minha rotina, mas com os quais tenho podido compartilhar deste momento especial.

Mas mais do que isto, o Natal traz também à mente o pensamento de um desejo, um futuro novo.

E o futuro é uma criança.

É engraçado como uma ideia como esta pode soar estranha, mesmo que hoje vivamos em uma civilização cujos símbolos e referências culturais e valorativas se pautem por esta matriz milenar que é o cristianismo. Nos acostumamos a pensar Deus como Pai, Senhor, Ser supremo. Obviamente não se nega isto (entre os cristãos, é claro). Mas ressalto que mesmo no dias mais comuns, pouco lembramos deste aspecto infantil da vida de Cristo (e do próprio Deus). Fala-se sempre, com bons juízos ou preceitos equivocados, do aspecto grandioso e universal, gigantesco e atemorizador, dominante e indestrutível que seria constituinte da figura de Yahweh. Mas pouco se diz da figura frágil representada pela criança chorosa, carente e dependente, deitada naquela manjedoura – a não ser, é claro, no período do Advento. O aspecto humano pelo qual Jesus foi apresentado ao mundo não podia ser mais confuso. Poderia dizer também: não podia ser mais genial.

A história daquela criança me conduz a um olhar sobre as nossas crianças. Jesus, já em sua fase adulta, demonstrava um carinho especial para com os pequeninos. Exortava seus pares de que aqueles que recebessem uma destas crianças, estariam O recebendo. E dizia: “Cuidado para não desprezarem nem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste” (Mt. 18: 5, 10). Se estamos falando do nascimento de uma criança, o Natal nos permite falar dela, mas também de outras crianças como ela, e do futuro delas. E o tempo que vem, será que tempo para nossas crianças?

Há pouco tempo assisti ao vídeo, até então desconhecido para mim, de Happy Xmas, composta por John Lennon e Yoko Ono. A música tem um subtítulo: War is over. O vídeo em questão é recheado de duras e tenebrosas imagens, que atestam uma realidade à qual não damos a devida importância: crianças sem futuro. Crianças em zonas de guerra, passando fome, abandonadas, machucadas, doentes, sem sequer saberem o que pode significar a palavra esperança.

Nossa lembrança deve se voltar a elas. Mais do que celebrar o nascimento de nosso Salvador, creio que o desejo presente no coração de Deus se coloca a nós com este propósito: não despreze nenhum destes pequeninos. A frágil criança naquela manjedoura deve nos trazer a lembrança daquelas meninas e meninos que padecem onde se ausenta o amor, a igualdade e a justiça. Mais do que recordar aquilo que a Palavra nos diz sobre o nascimento do menino Deus, eu desejo profundamente que você possa encontrar Deus no olhar destas crianças. E que você possa compreender o sofrimento presente no coração de Deus a partir da observação da angústia destas crianças. E, principalmente, que você possa ansiar o futuro. Sonhar com o novo, com as mesmas cores desafiadoras que constituem o sonho das crianças. Para que elas não deixem de ser o futuro.

Feliz Natal.




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Sydnei Melo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que é pleno não tem falta; o que é eterno é infindável.


Outro dia eu estava lendo esse texto sobre o gozo em Cristo, recebido através da luz (Espírito Santo) e da Verdade (Palavra de Deus) e este me chamou muito a atenção para o fato da centralidade da nossa existência:

“Envia a tua luz e a tua verdade; elas me guiarão e me levarão ao teu santo monte, ao lugar onde habitas. Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte da minha plena alegria.” Sl 43:3-4

E, o mais interessante é que, como escreve John Piper, algo que é pleno não tem falta. Além dessa alegria ser plena, ela não tem fim.

“A sabedoria de Deus em planejar as coisas desta maneira (ocultar a sabedoria Dele aos sábios e entendidos) não somente lhe traz alegria, mas também leva à maior alegria de seu povo. A maior alegria deles é a alegria em Deus. Salmos 16:11 ensina isso com clareza: ‘Tu [Deus] me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente’. Plenitude de alegria e gozo eterno não podem ser aprimorados. Nada é mais complexo do que a plenitude e mais longo do que aquilo que é eterno. E essa alegria é resultado da presença de Deus e não das realizações do homem.
Portanto, a fim de amar-nos de maneira infinita e dar-nos deleite eterno e pleno, Deus, por meio da cruz de Cristo, nos garante a única coisa que nos satisfará total e eternamente, ou seja, a vindicação e a experiência do valor infinito de Sua glória. Somente Ele é fonte de todo prazer pleno e duradouro.” (John Piper no livro Pense págs 217 e 218).

Que realmente possamos buscá-Lo com a plena convicção de que Deus é nosso maior prazer e completude.
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