terça-feira, 19 de novembro de 2013

Menos ortodoxia e mais ortopraxia

É inútil insistir em arrazoamentos teológicos e filosóficos, se na prática não forem revertidos em mudanças visíveis e reais. No final, de que serve o muito conhecimento se minhas atitudes e reações para com meus semelhantes distam impressionantemente dos meus livros favoritos, do meu discurso eloquente, da beleza e bondade ideal da minha pregação? Não quero obviamente desmerecer o tesouro intelectual aglomerado por grandes famosos e também por aqueles não tão famosos estudiosos e pensadores ao longo da história, apenas me espanto com o paradoxo que muitas vezes encontro entre o muito saber e o pouco fazer. E às vezes me encanto com a bondade, humildade, generosidade, sabedoria e mansidão que algumas pessoas tão simples oferecem no trato com àqueles ao seu redor. Chego a me perguntar de que vale tanto conhecimento, tanto senso crítico, se aos poucos me percebo cada vez mais intolerante, insensível e distante do meu próximo, e, quem sabe, de Deus? Se a graça que tanto estudo e prego não se manifestar em pequenas atitudes práticas em favor daqueles que me estão mais próximos, dificilmente deixarei um legado capaz de impactar e mudar suas vidas. Às vezes sinto saudade da simplicidade sincera que me permitia amar o meu irmão, livre dos obstáculos do preconceito e do intelectualismo sofisticado e vazio. O Evangelho de Cristo é prático, é simples. Sua Graça é palpável... São nas pequenas atitudes cotidianas de Graça e amor, e não em discussões sobre a “teologia mais correta”, que glorificamos o nome de Cristo na Terra. Platão que me perdoe, mas cansei do “mundo das ideias”. Que Deus me ajude a viver a simplicidade do Seu Evangelho a cada dia, que a minha busca pelo conhecimento seja acompanhada pela busca de mudança de atitude e de coração, que o meu falar não se distancie do meu agir, e que o amor supere o muito saber. Dá-me Graça Deus para que assim seja em mim. Menos ortodoxia e mais "ortopraxia", por favor!


Thalita Ubiali

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nossa missão

Quanto mais leio as Escrituras mais me convenço do fato de que o princípio ético por excelência do cristianismo é tratar o próximo à luz da antropologia bíblica. Nenhum sistema de pensamento jamais exaltou a vida humana como o evangelho. O homem mais confuso, inculto, fétido, traz as características do ser infinito-pessoal que o criou. Que responsabilidade crer assim, uma vez que isso pode nos levar a dar a vida pelo que consideramos tão valioso. Que incoerência dizer que isso é verdade e não se importar com o estado de privação, exclusão e vulnerabilidade de milhões de miseráveis. 

Todo cristão deveria enxergar o invisível, esse número incontável de homens e mulheres pobres cuja vida ignoramos. Todo garçom, sapateiro, lixeiro, porteiro de prédio, lavadeira, gari, trocador de ônibus, deveria através do contato conosco redescobrir a origem divina do seu ser.

Essa é a missão da igreja.


Antonio Carlos Costa

A essência do Evangelho

O amor é a essência do Evangelho, o segredo da pregação viva e eficaz e o poder mágico da eloquência. O objetivo da pregação é reivindicar o coração do ser humano para Deus, e nada, a não ser o amor, pode desvendar as avenidas misteriosas que conduzem ao coração. Se não sentirmos um amor ardente e uma profunda compaixão pela humanidade, estejamos certos de que o dom da eloquência cristã nos foi negado. É impossível resistir ao amor.


D.L. Moody

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Finitude

"Porque somos seres finitos, temos a tendência de perceber o infinito à luz de nossas próprias limitações"

John MacArthur

Esperança e suas filhas

"A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las."

Santo Agostinho
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